paganismo – Universo de Luz http://universodeluz.pt o seu portal de luz Thu, 08 Mar 2018 16:08:52 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.5 A Deusa Inanna – 2 http://universodeluz.pt/a-deusa-inanna-2/ http://universodeluz.pt/a-deusa-inanna-2/#respond Wed, 24 Jun 2009 00:36:14 +0000 http://universodeluz.pt/2009/06/24/a-deusa-inanna-2/ Leia mais]]> Vejamos a árvore genealógica dos nibiruanos [1]. Há cerca de 500.000 anos atrás, o regente de Nibiru era Anu. Nessa ocasião ele veio à Terra e teve um filho com a princesa terrestre do Povo do Dragão chamada Vão. O nome desse filho é Enki (significa “Senhor da Terra”). Com uma outra concubina, Anu teve uma filha chamada Ninhursag (também chamada Ninmah [2]). O rei Anu casou com a sua meia-irmã Antu e teve um filho chamado Enlil (significa “Senhor do Comando”). Enlil, por ser filho de pais regentes irmãos, tem a preferência na sucessão de Anu em Nibiru, quando comparado com o primogênito Enki. Isto tem gerado antagonismos entres Enlil e Enki, ao longo da história, e entre os seus descendentes, os enlilitas (descendentes de Enlil) e os enkitas (descendentes de Enki).

Para gerar um descendente com preferência à sua própria sucessão, Enlil teve um filho com a sua meia-irmã Ninhursag, chamado Ninurta. Posteriormente, Ninurta casou com Gula. Com outra mulher, Enlil teve o filho Nannar, que casou com Ningal. Nannar e Ningal tiveram, na Terra, um casal de gêmeos: Inanna (menina) e Utu (menino). Nannar teve também uma filha, com uma mulher serpente (associado à kundalini), chamada Ereshkigal. Posteriormente, daremos mais informações sobre a enlilita Inanna (Enlil é o avô dela).

Enki, por ser filho de um nibiruano e uma mulher dragão, tem cauda e orelhas pontudas. Ele teve muitos filhos. Com a nibiruana Ninki ele deu origem ao primeiro Lulu (Homo Sapiens), para ir trabalhar como escravo nas minas de ouro. Um descendente lulu famoso foi Noé, que se salvou do Dilúvio em um submarino, com a ajuda de Enki (e contra as ordens de Enlil). Com a descendente de Enlil, chamada Ereshkigal, Enki teve um filho chamado Ningishzidda (Thoth, no Egito). Com outras mulheres, Enki teve o filho Marduk (que casou com Sarpanit) – conhecido como Ra, no Egito – e o filho Nergal (que casou com Ereshkigal). Inicialmente, Enki era conhecido como Ea (significa “Ele cujo lar é a água”). A Ea foi dado, por Anu, o domínio sobre os mares e as águas. Posteriormente, ele ficou conhecido como Poseidon, pelos gregos, e como Netuno, pelos romanos [2].

Inanna, venerada como uma deusa (do amor e da guerra) pelos lulus, ficou conhecida, também, por muitos outros nomes, como Ishtar (na Babilônia), Vênus (pelos romanos), Hator (no Antigo Egito), Afrodite (pelos gregos), Lakshmi, Rhiannon, etc. Ela foi responsável pela construção de inúmeros Templos do Amor, muitos deles na Índia. Ela teve a ajuda de Maia e de Tara (da Raça Serpente – com pele verde clara – conhecida na Índia como os Nagas). Tara era casada com Matali, que foi piloto da nave de Enki.

[continua]

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A Deusa Inanna – 1 http://universodeluz.pt/a-deusa-inanna-1/ http://universodeluz.pt/a-deusa-inanna-1/#respond Sun, 29 Mar 2009 23:09:34 +0000 http://universodeluz.pt/2009/03/29/a-deusa-inanna-1/ Leia mais]]> Existe um planeta artificial chamado de Nibiru na antiga Suméria. Ao longo do tempo, este astro tem sido chamado de inúmeras maneiras, como Planeta X, Hercólubos, O Destruidor (no Antigo Egito), Absinto (na Bíblia), Planeta Intruso, Planeta Chupão, Dragão Vermelho, etc. Este planeta é habitado por uma raça humanóide guerreira, que iremos chamar de nibiruanos. Nibiru tem uma órbita bastante elíptica, demorando 3.600 anos terrestres para percorrê-la (igual a um ano nibiruano). Na sua maior aproximação do nosso Sol, ele passa entre as órbitas de Marte e Júpiter, com uma trajetória quase perpendicular ao nosso plano da eclíptica, vindo por baixo desse plano. No seu maior afastamento do nosso Sol, Nibiru fica na região da constelação das Plêiades. Os nibiruanos têm, devido a esse fato, a cor da pele na tonalidade azul claro [1], como todos os pleiadianos, e uma altura de 2 a 4 metros. Os deuses hindus são representados nesta cor, por serem extraterrestres provenientes deste corpo celeste. A expressão “sangue azul”, também dada às pessoas vinculadas hereditariamente às monarquias do planeta Terra (iniciadas pelos “deuses” nibiruanos), também tem origem nessa característica da pele dos pleiadianos nibiruanos.

Há cerca de 500.000 anos, os nibiruanos chegaram à Terra à procura de ouro, para ser espalhado na atmosfera de Nibiru, que tinha sido muito degradada devido a muitas guerras entre eles próprios. Quando aqui chegaram, eles encontraram muitos seres já vivendo aqui, como o humanóide Homo Erectus, o Povo do Dragão e o Povo da Serpente. Os povos do Dragão e da Serpente já haviam cavado milhares de quilômetros de túneis subterrâneos na crosta terrestre, por essa ocasião (hoje tem muito mais).

Para ter escravos para trabalhar nas suas minas subterrâneas de ouro, os nibiruanos pegaram a raça Homo Erectus, fizeram uma manipulação genética (misturando com material biológico deles próprios) e criaram o Homo Sapiens e, conseqüentemente, o que é chamado de “elo perdido” na atualidade (pois houve, de fato, um salto de uma espécie para outra, sem passar pelas etapas intermediárias, necessárias pela teoria da evolução de Darwin). O Homo Sapiens passou a ser chamado de Lulu, pelos nibiruanos. Posteriormente, os lulus passaram a chamar os nibiruanos de Anunnaki (“aqueles que desceram do céu para a Terra”). Portanto, anunnaki são os nibiruanos que vieram morar na superfície externa da Terra.

[continua]

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Celebração de Candelárias http://universodeluz.pt/celebracao-de-candelarias/ http://universodeluz.pt/celebracao-de-candelarias/#respond Sun, 02 Mar 2008 12:13:00 +0000 http://universodeluz.pt/2008/03/02/celebracao-de-candelarias/ Leia mais]]> Após a introspecção e recolhimento do Inverno, celebremos CANDELÁRIAS – o retorno da LUZ – que também é conhecida como Candlemas, Imbolc, Festival da Deusa Brigit, Groundhog Day, sendo na forma cristianizada a Festa de Purificação de Maria, consoante a tradição em que se celebra. A título de curiosidade na Roma antiga celebrava-se Lupercalias, festividade que tinha como objectivo proteger os animais dos lobos.

Os festivais periódicos da Roda do Ano – Solstícios e Equinócios – são celebrações antigas, dos primórdios da humanidade. Como ainda hoje acontece, em algumas (poucas) civilizações espalhadas pelo mundo que seguem princípios antigos, eram e ainda são, o meio da comunidade se religar com a natureza. Durante milhares de anos os nossos ancestrais marcavam as estações com essas celebrações.

Os festivais periódicos cimentavam a coesão e uniam os clãs. Reuniam-se a intervalos regulares e direccionavam os seus apelos para as energias dos ciclos básicos da natureza – nascimento, vida, morte e renascimento em que todos se interligam – plantas animais e humanos.

Neste momento, a nossa ligação com a natureza encontra-se cada vez mais debilitada, chegando ao extremo de poucos se preocuparem com a poluição do ar que respiram e da agua que bebem, da destruição do próprio planeta, da extinção de espécies, desconhecendo completamente o significado dos festivais sazonais e perdendo a ligação com a terra e uns com os outros.

A recuperação dos festivais sazonais é muito mais do que um gesto simbólico. Será uma maneira de nos lembrarmos da ordem natural do planeta, a oportunidade de aumentar a nossa consciencialização sobre a natureza e a forma de a respeitar.
É a celebração do retorno da Luz, os dias vão ficando mais longos e a Primavera está a chegar. É um festival de luzes onde cada um deve limpar o seu espaço, interior e exterior, e ilumina-lo com velas.

Desde as antigas civilizações até aos dias de hoje há o hábito de acender velas em todas as janelas. Acendam-se as velas ou candeias para incentivar o jovem Sol a trazer mais calor, dias a clarear cada vez mais cedo, o céu mais estrelado, e a vida a agitar-se sob a Terra.

É época de abençoar as sementes, de consagrar novos instrumentos de trabalho, assim como a iniciação de novos projectos, novos caminhos ou novas actividades.

Curiosidades

– Em alguns lugares da Grã-Bretanha e da Irlanda as pessoas amarram fitas ou pedaços de roupa nas árvores perto de antigas fontes sagradas pedindo para curar os seus males.

– No Imbolc cada luz da casa é acesa para iluminar o caminho do Sol. Por toda a Europa fazia-se procissões com tochas para purificar os campos que aguardam o plantio na Primavera que se aproxima.

– Na Irlanda eram colocadas cruzes solares em cima das portas para proteger o lar e seus habitantes. Eram de palha e representavam o olhar da Deusa vigiando e protegendo a casa.

– Em Portugal ainda no século passado se honrava Nossa Senhora das Candelárias sobre a influência Cristã mas limpando a casa com ervas e acendendo velas em todas as janelas e portas desde o pôr-do-sol.

– Era costume abençoar a terra com leite pedindo que as plantas nascessem férteis. Isto ainda pode ser feito no nosso jardim ou no espaço verde mais perto de nós.
Tenha uma feliz celebração de Candelárias.

Aos seguidores das Antigas tradições abençoados sejam.

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O Sagrado Feminino: a Tenda da Lua http://universodeluz.pt/o-sagrado-feminino-a-tenda-da-lua/ http://universodeluz.pt/o-sagrado-feminino-a-tenda-da-lua/#respond Thu, 22 Nov 2007 01:07:06 +0000 http://universodeluz.pt/2007/11/22/o-sagrado-feminino-a-tenda-da-lua/ Leia mais]]> Tradicionalmente, em tempos remotos, a Moonlodge (Tenda da Lua) era o local onde as mulheres se reuniam, durante a sua fase menstrual, para estarem em unicidade umas com as outras e com as mudanças que ocorriam no seu corpo.

Durante esses dias, elas retiravam-se dos seus deveres familiares e sociais para irem para a tenda com as suas irmãs, onde se libertavam da velha energia e preparavam a reconexão com a fertilidade da Mãe Terra durante a Lua seguinte.

Na sociedade actual, assiste-se cada vez mais a uma castração deste aspecto feminino e as mulheres têm necessidade de encontrar tempo na loucura do quotidiano para se reencontrarem a elas próprias na sua condição.

Os Saberes da Terra promovem um <em>workshop</em> onde as mulheres se podem reconectar com o poder e energia da sua fertilidade e com a sua condição de geradoras e “nutridoras” de vida, através de rituais de inspiração, viagens xamânicas e uma intensa cerimónia da Cabana do Suor.

Denominado “Sacred Moonlodge I”, este curso é orientado pela Eva Honegger que, desde 1996 orienta workshops para mulheres em assuntos como: poder feminino no xamanismo, os rituais das festas do ciclo anual, tradição das deusas, cerimónias de “sweatlodge” (cabana de suor), trabalho com a “medicine wheel” (roda da medicina).

Neste workshop as mulheres irão reconectar-se com a energia de cura e de nutrição da sagrada Tenda da Lua, um espaço de irmandade protegido e sagrado onde se vivencia a sabedoria feminina do caminho da Sábia Mulher da Medicina, tecendo a energia do corpo, mente, alma e espírito femininos na teia universal e partilhando-os no círculo.

A história matriarcal e lendas de Deusas de todo o mundo acompanharão as viagens xamânicas à curadora interior, à verdadeira sonhadora, à criadora original, à mulher desperta e à Deusa em nós próprias.

Aprenderemos o significado e a qualidade da energia do sagrado sangue feminino e faremos o caminho do poder da mulher, conectando o nosso coração e o nosso ventre com a magia da Mãe Terra e com as batidas do seu coração.

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Principais tipos de Tradições na Wicca http://universodeluz.pt/principais-tipos-de-tradicoes-na-wicca/ http://universodeluz.pt/principais-tipos-de-tradicoes-na-wicca/#respond Mon, 12 Sep 2005 22:25:47 +0000 http://universodeluz.pt/2005/09/12/principais-tipos-de-tradicoes-na-wicca/ Leia mais]]> Por necessidade, estas definições são gerais, pois cada Bruxo mesmo que faça parte de uma Tradição específica poderia definir seu caminho como sendo diferente.

Tradição 1734: Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseada nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição.

Tradição Alexandrina: Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura “Rei das Bruxas”, considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.

Tradicional Britânica: Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana

Wicca céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas ” Bruxas Verdes” (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.

Tradição Caledoniana (ou caledonni): Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.

Tradição Picta: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.

Bruxaria Cerimonial: Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.

Tradição Diânica: Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus cultos na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são “as Filhas de Diana”, a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A Arte Diânica possui duas filiais distintas:

– Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o Deus Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes “Old Dianic” (Velha Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na thealogy mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

– A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações.

Tradição Georgina: Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um “Sumo Sacerdote Georgino”. Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria “eclética”. A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos.

Ecletismo: Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta “Tradição” que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.

Tradição das Fadas (ou Fairy Wicca): Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente: – Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc. – Homossexual Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.

Tradição Gardneriana: Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje.. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado “o avô” de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro”Witchcraft Today”, trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado.

Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham “Vestidos de Céu” (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de “Snobs of the Craft” (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciandos. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.

Tradição Hecatina: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. BRUXO

Tradição Familiar ou Hereditária: Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares “adotam” alguns membros, escolhidos “à dedo” em seu segmento.

Bruxa de Cozinha: Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do “forno e do lar”.

Bruxaria Satânica: Não existe!

Wicca Saxônica ou Seax-Wicca: Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.

Bruxo Solitário: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.

Tradição Strega: Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia… Gospell of the Witches (Arádia…A Doutrina das Bruxas) é um deles.

Tradição Teutônica ou Nórdica: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados “idiomas Germânicos”. Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.

Tradição Asatrú: Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa “nova” tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Bruxaria Tradicional: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.

Bruxaria Tradicional Ibérica: Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito.

No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de “Tradicionalista” e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos… e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccans!

O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver “os poderes das tribos” conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso.

Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.

Não poderíamos ficar allheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico – o Curador, Atégina – A Deusa Mãe, Trebaruna – A Guerreira e Protetora, Bônconcios – O Guerreiro, Tongoenabiagus – O Fertilizador, Tanira – A deusa das Artes, Nabica – A Ninfa das Florestas, Aernus – O senhor dos ventos do norte, Brigantés – a Deusa guerreira . (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria – A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.

Tradição Galesa de Gwyddonaid: Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa “Árvore da Bruxa (Tree Witch)” e propagou esta forma de trabalhar magicamente.

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Ritual para remover obstáculos http://universodeluz.pt/ritual-para-remover-obstaculos/ http://universodeluz.pt/ritual-para-remover-obstaculos/#respond Thu, 01 Sep 2005 11:36:33 +0000 http://universodeluz.pt/2005/09/01/ritual-para-remover-obstaculos/ Leia mais]]> Ritual para remover obstáculos e eliminar problemas. É uma adaptação da minha autoria, que teve por base o exercício: remoção de obstáculos em 28 dias – descrito no livro: “A Arte Tibetana do Pensamento Positivo”, de Christopher Hansard. Este exercício apenas focava o elemento Fogo, decidi acrescentar os outros elementos e manter sempre presente durante todo o ritual a energia inerente ao conceito de círculo sagrado. Este ritual deve ser feito durante 28 dias – deve iniciar-se numa 5ª feira e naturalmente terminar numa 4ª feira.

O ritual deverá realizar-se de manhã e à noite, de preferência sempre à mesma hora.

Comece por invocar o seu círculo sagrado. Diga: “Invoco o meu círculo sagrado”. Imagine que do infinito surge um imenso círculo, composto por uma camada de Ar, outra de Fogo, outra de Água e no centro Terra.

Vindo de Leste, dê três passos e entre no círculo sagrado composto pelo Ar Primordial, pelo Sopro Divino. Sinta à sua volta a força do Ar, deixe que essa energia o guie, deixe que essa energia trabalhe dentro de si. Sinta o poder da INTENÇÃO.

Na sua mente diga alto e bom som o que pretende, diga-o de um modo positivo. Repita sete vezes. Sinta o Verbo dentro de si, tornando possíveis as suas palavras, dando-lhes SER.

Avance agora para Sul, passe do círculo de Ar para o elemento imediatamente seguinte: o Fogo. À medida que atravessa o círculo composto por Fogo Primordial, sinta esta energia primitiva a passar por si e a purificá-lo.

Enquanto atravessa o círculo de Fogo, o seu problema é desfeito pela Energia Pura, e os pensamentos negativos ou obstáculos que se ocultavam atrás desse problema são agora revelados. Não procure os pensamentos negativos, permita apenas que venham à superfície à medida que atravessa o círculo de Fogo, à medida que se purifica.

À medida que os pensamentos negativos e os obstáculos são purificados, dá-se uma transmutação de energia, criando assim à sua volta súbitas e poderosas explosões de energia que foi purificada, sendo agora positiva.

Imagine essa energia a alimentar aquilo que quer que aconteça, imagine essa energia positiva a solucionar-lhe o problema. Sinta a força da TRANSMUTAÇÃO da energia.

Avance agora para Oeste, passe do círculo de Fogo para o próximo elemento: a Água. Deixe-se flutuar dentro da Água Primordial, sinta o seu poder curador. Sinta a força da Água da Vida a actuar em si, sinta GERMINAR no seu subconsciente e no plano espiritual aquilo que quer que surja na sua vida.

Avance agora para Norte, passe para o círculo sagrado da Terra Primordal, uma maravilhosa ilha no meio dos outros elementos. Deixe os seus pés enterrarem-se um pouco na Terra negra e macia. Sinta a fertilidade da Terra a subir por todo o seu corpo, partindo dos seus pés. Sinta a força Viva da Terra a actuar em si, sinta FRUTIFICAR no seu consciente e no plano material aquilo que quer que surja na sua vida.

Dirija-se novamente ao Leste e complete o seu círculo sagrado.

Olhe para o céu infinito por cima de si e sinta-se UM com o universo. Seja Espírito Puro. Seja uno com a fonte de todas as possibilidades… Dê agora um momento da sua atenção à visualização da vivência do problema resolvido. Sinta-se como se já tivesse acontecido. Agradeça.

Agradeça também a presença do Espírito, agradeça a força da intenção do AR, a força da purificação do Fogo, a força da germinação da Água e a força da frutificação da Terra.

Fique em silêncio mais uns minutos e agradeça todas as provações por que tem passado e os momentos felizes que viveu.

O seu círculo mágico está fora do tempo/espaço profano, assim, o seu círculo mágico estará sempre ali, no tempo/espaço sagrado, para si, à sua espera. E poderá voltar sempre que desejar àquele lugar que não pertence a lugar nenhum, àquele tempo que não pertence a tempo nenhum.

Olhe uma vez mais o céu por cima de si e veja o seu círculo sagrado, de todos e cada um dos elementos primordiais, partir para o infinito…

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Pagãos unam-se… http://universodeluz.pt/pagaos-unam-se/ http://universodeluz.pt/pagaos-unam-se/#respond Fri, 13 May 2005 17:16:08 +0000 http://universodeluz.pt/2005/05/13/pagaos-unam-se/ Leia mais]]> Uma das realidades cá em Portugal no que diz respeito ás variantes de paganismo existentes neste país é a desunião de seus praticantes.

O que é uma grande pena… Sejamos nós pagãos, neo-pagãos, wicca, ecleticos, ou praticantes de outra vertente qualquer, qual é o interesse de tentar valorizar mais o nosso caminho que o de outro caminhante?

Isto que falo agora já foi discutido antes por muitos. Mas a divisão ainda é visivel. E somos tão poucos…

Por isso acho proveitoso trazer o assundo de novo há superficie.

Temos que visitar a base do paganismo.

Pagão é aquele que cultua e celebra a natureza, pois nela nos movemos e vivemos. Conhece as suas “forças” e segue as suas egregoras que estão intimamente ligadas há natureza. (Isto referio no geral e não estou a querer dizer que todos assim o são).

Duas das naturezas principais do ser Humano é:

– O Amor
– A Liberdade

E podemos começar a usá-lo mais tanto no meio pagão como no meio das nossas vidas.

Poderemos começar a aceitar melhor as ideias, a visão, o modo de vida, etc, que quem nos rodeia tem…. Isto é uma demonstração de amor pelo proximo e não uma imposição do que nós tomamos como sendo verdade.

E liberdade em tudo na vida, porque natureza está impreguenada de vida. A espiritualidade deve ser algo unica e vivida por cada um da forma como cada individuo achar que a deva levar. Isto tento sempre em conta que o que entregarmos há vida receberemos três vezes mais(lei do retorno).

Por isso é impossivel organizar algo “inorganizavel”.
O Paganismo é “inorganizavel” por que a essencia dele é a espiritualidade e de longe é uma religião.

É vazia a experiencia quando fazemos algo porque alguém nos disse “que assim era melhor e da forma que fazias está errada”.
O que interessa é seguirmos o que sentimos mais adequado a fazer.
E o que é Sagrado é bom para fazermos, porque nos tronamos mais sagrados e nos eleva aos “Deuses”.

Podemos e convido a todos a que nos unamos.
Peguemos no velho ditado:

“Se não os consegues vencer, junta-te a eles” e mostra-lhes a diferensa.

E ainda para quem desconhece, existe um site na net que se destina a unir todos os pagãos do mundo.
Para que seja mais facil encontrar, e sermos encontrados, outros caminhantes do paganismo.

O site é http://www.witchvox.com/ (site em inglês).
Acede ao site e increve-te lá.
A inscrição é gratis.

Abençoado/a és.

Alassë Cala

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Convite para celebrações 1 de Maio http://universodeluz.pt/convite-para-celebracoes-1-de-maio/ http://universodeluz.pt/convite-para-celebracoes-1-de-maio/#respond Sun, 10 Apr 2005 11:12:09 +0000 http://universodeluz.pt/2005/04/10/convite-para-celebracoes-1-de-maio/ Leia mais]]> Com este convite cumprimos o nosso dever de vos informar que também nós estamos aqui, também nós somos caminhantes. Assim, esperamos poder caminhar juntos, sem colocarmos rótulos a nós próprios ou aos outros, sem sequer estipular um caminho a seguir. Basicamente o que nós fazemos é estudar, reflectir e falar abertamente de espiritualidade, sem dogmas, mas também sem preconceitos. E se alguém sugere uma celebração, participamos… se entendermos dever participar. Assim, se quiser juntar-se a nós na nossa celebração do 1º de Maio – encontre-se connosco em frente à Sé de Braga, às 11h00 de Domingo do dia 24 de Abril. Olá.

Chamo-me Maria e tal como vós tenho interesse pela espiritualidade de um modo abrangente. Bom, venho aqui para vos fazer um convite. Mas, antes de vos convidar, quero falar-vos um bocadinho de nós (mais alguns amigos estão comigo nesta aventura), para que entendam a nossa motivação. Mas a verdade é que nem sei por onde começar. Há um ou dois conceitos que eu gostaria que ficassem claros, para evitar desilusões.

Imaginem que eu tenho à minha frente uma folha de papel onde escrevo um rascunho de um convite. Folha de papel é algo muito simples, não é? Mas qual é a sua verdadeira realidade? Se olharmos para o rótulo folha de papel não vemos quase nada, ainda que nos pareça que vemos tudo. Mas que veríamos se fossemos capazes de ver para lá do rótulo? Talvez à maneira budista começássemos a reparar que a folha de papel é feita de elementos não-papel. Se remetermos todos os elementos à sua fonte: a folha à pasta de papel, a pasta de papel à madeira, a madeira à floresta, a floresta ao lenhador, o lenhador à sua mãe e ao seu pai, e assim por diante, constatamos que na realidade a folha de papel é vazia. Quer dizer, é vazia no sentido em que não tem uma realidade distinta, uma realidade válida por si própria. A sua realidade só é válida quando inserida no contexto de todos os elementos não-papel que a constituem, os tais elementos que nunca vemos quando olhamos para o rótulo folha de papel.

É o primeiro ponto e sem dúvida o mais importante para nós: ver para lá dos rótulos; não ter rótulo.

Passemos, então, ao segundo ponto, que nos leva de imediato à seguinte questão: poderá um grupo de indivíduos ou um indivíduo isolado fazer realmente alguma diferença?

Aqui, vamos deixar que respondam por nós. A longa citação que passarei a transcrever é de Csinkszentmihalyi – Csinkszentmihalyi, Mihaly – The Evolving Self – Novas Atitudes Mentais, 1998, Circulo de Leitores. “O actual entendimento da causalidade sugere que os acontecimentos são determinados pela interacção de possibilidades aleatórias com as leis imutáveis da natureza. Uma borboleta a adejar sobre uma orquídea na margem do Amazonas pode desencadear uma cadeia de perturbações atmosféricas infinitesimais eventualmente susceptíveis de resultar num furacão capaz de destruir centenas de casas na Florida. O modo como os furacões se formam pode ser explicado em termos de diferenciais de pressão e de temperatura; mas o voo da borboleta – e as centenas de outras causas que atenuam ou ampliam os efeitos do movimento inicial das asas da borboleta – poderá permanecer para sempre na esfera imprevisível das possibilidades aleatórias.

Apanhados entre as inflexíveis leis da natureza e o capricho de acontecimentos muito para lá de qualquer previsibilidade, que podemos nós fazer senão ir com a onda? Um fatalismo resignado parece ser a resposta mais racional à irracionalidade da vida. Na prática, isto significa desistir da responsabilidade, da reflexão e da escolha. Significa seguir automaticamente quaisquer necessidades ou desejos que os genes tenham codificado nos nossos cromossomas, pelo menos dentro dos limites aceites pela sociedade em que vivemos. Ocuparmo-nos do mais importante – o nosso conforto, prazeres e ambições – é, de acordo com este cenário, praticamente tudo o que podemos fazer.

Neste ponto, começa a emergir um estranho paradoxo. Se toda a gente adoptar esta atitude – se todos nos submetermos às forças determinantes da causalidade – é muito improvável que a humanidade consiga sobreviver. Os que têm acesso aos recursos continuarão a açambarcá-los a um ritmo cada vez mais acelerado, os que nada têm erguer-se-ão para exigir o seu quinhão, e a guerra de todos contra todos será inevitável.”

Volto a perguntar: poderá um pequeno grupo de indivíduos ou um indivíduo isolado fazer realmente alguma diferença?

“Está na moda afirmar que nenhuma acção individual pode ter um efeito significativo no curso da história. Se Sócrates e Joana d’Arc não se tivessem sacrificado por aquilo em que acreditavam, postula esta teoria, quaisquer outros teriam assumido as respectivas causas. Em todo o caso, os seus gestos, por muito espectaculares que tenham sido, não tiveram uma influência real no curso dos acontecimentos, que é determinado pelo vector das forças sociais e não por escolhas individuais.

Este argumento pode ter mérito no que toca às descobertas científicas e tecnológicas. Se, em vez de conseguirem fazer voar o seu avião, os irmãos Wright tivessem falhado – como tantos outros haviam falhado antes deles – qualquer outra pessoa teria acabado por aperfeiçoar, um ou dois anos mais tarde, uma máquina voadora. A ciência e a tecnologia têm até agora seguido a sua própria trajectória de desenvolvimento, que a mente humana tem aceitado acompanhar passivamente. Mas nem todas as acções humanas são assim determinadas. Os indivíduos verdadeiramente criativos são aqueles que conseguem, contra todas as pressões do instinto e do conhecimento actual, visualizar um modo de vida capaz de tornar muitos outros indivíduos mais livres e mais felizes.

Romper com a aceitação fatalista dos programas genéticos ou históricos exige, no mínimo, que se acredite na liberdade e na autodeterminação. Dificilmente alguém aceitará correr riscos e trabalhar para o bem comum se não acreditar que isso fará alguma diferença. Estará, porém, uma tal pessoa simplesmente a iludir-se a si mesma? Ao fim e ao cabo, os axiomas da ciência postulam que todos os acontecimentos têm que ter causas e, portanto, se S. Francisco decidiu distribuir todos os seus bens pelos pobres e retirar-se para uma vida de oração com outros jovens, foi com certeza porque queria irritar um pai rico, ou porque era um homossexual latente, ou talvez porque tinha um qualquer desequilíbrio hormonal.

É, no entanto, possível aceitar o axioma da causalidade sem nos tornarmos reducionistas. Das muitas causas que determinaram as acções de S. Francisco, uma das principais foi a convicção de que elas eram importantes, e de que ele próprio tinha a obrigação de transformar o mundo que o rodeava. Esta convicção é, em si mesma, uma causa. A ideia do livre-arbítrio é uma profecia que se cumpre a si mesma: os que a seguem libertam-se do determinismo absoluto das forças externas.”

Assim, sabemos que faremos a diferença porque havemos de seguir as nossas próprias convicções, isto é, nós temos a obrigação de transformar o mundo que nos rodeia, nós temos a responsabilidade de descobrir porque estamos aqui e para onde vamos, nós temos direito de escolha e escolhemos evoluir como seres humanos, ir mais longe. É este o princípio não para um caminho, mas para a pluralidade de caminhos e de reflexões que certamente havemos de encontrar.

E agora o convite propriamente dito: porque contamos convosco, porque contamos com as vossas questões e com as vossas respostas, porque contamos com a vossa ajuda queremos que participem no nosso piquenique do 1º de MAIO. Havemos de fazer uma fogueira na noite de 30 de Abril e um piquenique no dia 1 de Maio. Contribuiremos, assim, para uma antiga celebração, muito anterior à própria religião Celta. Mas, de modo algum, isto significa que aderimos à religião Celta ou Wicca. O único de nós que segue uma religião é Baha’i… contudo, participará no piquenique que eu sugeri, porque essa é a nossa vivência: cada um de nós segue o seu próprio caminho, mas mantemos a convicção de que todos os caminhos tem encruzilhadas onde nos podemos encontrar com outros caminhantes, onde podemos estar receptivos a outros ensinamentos. Somos, então, um pequeno grupo de pessoas que apenas caminham juntas… por muitos caminhos.

Com este convite cumprimos o nosso dever de vos informar que também nós estamos aqui, também nós somos caminhantes. Assim, esperamos poder caminhar juntos, sem colocarmos rótulos a nós próprios ou aos outros, sem sequer estipular um caminho a seguir. Basicamente o que nós fazemos é estudar, reflectir e falar abertamente de espiritualidade, sem dogmas, mas também sem preconceitos. E se alguém sugere uma celebração, participamos… se entendermos dever participar. Assim, se quiser juntar-se a nós na nossa celebração do 1º de Maio – encontre-se connosco em frente à Sé de Braga, às 11h00 de Domingo do dia 24 de Abril.<

E é tudo. Obrigada por ter lido este longo texto. Ficamos à sua espera.

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Um pentagrama no Céu http://universodeluz.pt/um-pentagrama-no-ceu/ http://universodeluz.pt/um-pentagrama-no-ceu/#respond Sun, 14 Nov 2004 12:23:34 +0000 http://universodeluz.pt/2004/11/14/um-pentagrama-no-ceu/ Leia mais]]> No dia 1 de Outubro de 2004, ocorreu um alinhamento planetário de grande importância. O Sol, Plutão, Saturno, Urano, e a Lua alinharam-se para formar uma estrela de 5 pontas. Conhecida em círculos esotéricos como o pentagrama. O pentagrama, ou estrela de 5-pontas é um símbolo de grande significado usado por todos os Místicos. O pentagrama expressa o domínio da mente sobre os elementos, ou seja sobre os instintos básicos que é o principal paço do caminho espiritual e para o alcance da felicidade. Aquele que governar o seu mundo interior com harmonia atingirá a felicidade! É o sinal da síntese absoluta e das Leis Universais.

O pentagrama está representado pelo clássico retratado de Leonardo Da Vinci, ” Homem Vitruviano.” Neste exemplo, do Homem perfeito, o ponto de topo, a cabeça, significa a consciência, que governa o resto do corpo expresso como braços e pernas que apontam para os restantes pontos. O pentagrama representa então o alcançar do Eu-superior. Com este pentagrama nos céus significa que nós, como seres humanos, teremos a oportunidade única de um grande desenvolvimento espiritual até ao ano 2012!

Então, até o ano 2012, você tem a oportunidade para abrir seu coração, de reescrever seu destino para uma forma mais positiva, com propósitos divinos, e espirituais!

Terá a oportunidade de mais facilmente corrigir os seus hábitos, melhorar a sua saúde, e relação com todos os seres que o rodeiam.

Este tempo criará mudança drástica em todo o mundo. E a mudança cria medo e ansiedade. Mas você não precisa de ter nada a temer, é simplesmente a sua Alma que anseia por expressar as suas qualidades divinas. Conecte então o seu coração a Deus através de orações orações Universais, Meditação, acções Espirituais, e rituais e cerimónias para paz, e felicidade de todos os seres na terra!

É um tempo de especial importância para formar comunidades ou famílias espirituais! Isto é, pequenos grupos organizados com o objectivo de treinarem as praticas espirituais e meditações. Numa família espiritual será mais fácil de as pessoas “lutarem” contra a inconsciência global, apoiarem-se mutuamente, resolverem problemas e encontrarem novas soluções mais criativas.

Chegará o tempo em que a consciência mais elevada “reinará” e as pessoas entenderão que só existe uma única religião, uma religião universal, de que todos os mestres falavam e que foi entregue em diferentes momentos na Historia da Humanidade!

A Música é especialmente importante nestes momentos, música é uma linguagem universal, que é sentida directamente pela Alma e pelo coração e não pela mente ou intelecto. Assim a musica espiritual ajudará seu coração e alma a conectar-se a emoções e sentimentos elevados! E a encher-se de paz e harmonia.

Este é também é um tempo muito bom para a re-ligação com a Natureza e contemplar Criações dos deuses!

Que a felicidade esteja consigo!

AUM!

Mais informacoes contacte-nos:
info@bogomudr-portugal.org
Tel. 934993327

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O significado do Natal http://universodeluz.pt/o-significado-do-natal/ http://universodeluz.pt/o-significado-do-natal/#respond Fri, 22 Oct 2004 15:52:38 +0000 http://universodeluz.pt/2004/10/22/o-significado-do-natal/ Leia mais]]> Todo o significado religioso dos dias Santos está ligado ao movimento dos Planetas, ao o movimento do Sol. Porque de facto só existe uma Religião Universal que se manifesta de diferentes formas: na forma de Budismo, na forma de Cristianismo, Mohamedismo e outros “ismos”. Diferentes nomes para a mesma realidade entregue por diferentes Mestres. E todas as grandes religiões, coincidem nos mesmos dias básicos de feriado, que coincidem por sua vez com datas astrologicamente importantes.

O Natal coincide com o período em que o Sol começa a crescer, e Cristo nas escrituras é muitas vezes comparado ao Sol. É o Solstício de Inverno. O Sol começa a chegar, os dias começam a crescer, e junto crescerá também o “programa”, os sonhos e ideias que o Homem tenha cultivado no seu ser, o programa que o Homem escolhe para si mesmo.

É esse o Significado do Natal, junto com o nascimento e crescimento do Sol, junto com o aumentar da energia Solar, também vão nascer e crescer essas qualidades que o Homem cultiva nele mesmo.

Apesar do Natal e do Ano Novo não coincidirem exactamente com o Solstício de Inverno, estão suficientemente próximos, pode mesmo considerar-se que o mes após o Natal, quando o Sol entra em Capricórnio, resolve este pequeno problema e nele se encontra condensado o programa para todo o próximo Ano! Assim é muito importante que, para que o “programa” esteja correcto, sejam cultivados acções e pensamentos elevados e cheios de Luz aconteçam – a verdadeira expressão da Alma.

Existe a crença popular de que, se por exemplo, cortar o cabelo com a Lua a crescer isto irá ajudar. E por que é que isto acontece ou esta relacionado? Na realidade o que acontece é que o ciclo Lunar assim como o ciclo Solar, a sua energia e influência crescem ou decrescem conforme o ponto em que se encontram no seu período. Essas energias actuam sobre o Homem e o que o Homem faz no princípio do ciclo Solar ou do ciclo Lunar, assim crescerá e se desenvolvera com ele. As sementes que Ele plantar serão as sementes que crescerão. Esta é uma grande Lei da Energia Cósmica.

Esta Lei permite que cada um se possa construir a si próprio. Por exemplo, aparece no Homem o pensamento de que se quer dedicar á auto-perfeicão, ao seu aperfeiçoamento pessoal, á procura da paz interior e exterior, ou ao adquirir de saúde, deixar um mau habito, etc. Este pensamento, esta ideia nutre-se dentro do homem, mas ainda não existe força suficiente, suficiente determinação e energia. Mas quando a energia cresce, quando a determinação aparece, aqueles pensamentos, aqueles sonhos e ideias que cultivou no seu coração começarão a manifestar-se e a realizar-se.

Assim, aqueles pensamentos que se vão plantar no seu ser quando a energia do Sol é pequena, vão começar a manifestar-se quando a energia se tornar maior. Assim irmãos e irmãs livrem-se de toda a energia de ódio, medo, raiva, cultivem os pensamentos e acções elevadas e lembrem-se de que o que o que for plantado num período de baixa energia crescerá quando a energia for maior. Especialmente na fase da lua nova e do ano novo.

Cultivem nos vossos corações, sentimentos, pensamentos, acções e intenções elevadas e quando a vossa energia crescer junto com o crescimento da energia da Natureza esses pensamentos e sentimentos manifestarão a sua perfeição e transformarão a vossa essência!

AUM!
(artigo pelo Mestre Shaman Siberiano Bogomudr Altai Kagan e traduzido para Português)
www.bogomudr-portugal.org

Junte-se a nos e venha Celebrar o Natal e o Fim-de-ano segundo as Leis do Universo!
Venha descobrir o que o Shamanismo Siberiano tem guardado desde a milénios e agora está disponível para todos os que anseiam redescobrir essa ligação!
Descobrirá o seu verdadeiro Eu cheio de dons que anseiam por florir!
Durante o retiro, serão desenvolvidas técnicas de shamanismo siberiano, meditação dinâmica, yoga siberiano, artes de terapia alternativa, práticas de grupo para desenvolver a autoconfiança e criatividade e muito mais!

Mais info
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